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quinta-feira, 4 de maio de 2023

Projeto Digitalização do Acervo Teatro da Barra/ES

A apresentação e entrega do projeto será realizada no próximo sábado, dia 6, a partir das 16 horas, no Espaço Cultural do República da Barra. O evento contará com apresentação da Banda de Congo Tambor Jacaranema, do Bloco Surpresa, do Coral Vovózes e de integrantes do Teatro da Barra. A entrada é gratuita.

O acervo do Teatro da Barra é composto por textos do grupo, materiais divulgados pela mídia, programas de espetáculos, registros audiovisuais, fotografias, documentos pessoais dos fundadores e materiais de outros grupos profissionais de teatro que dialogam com a entidade. Documentos relativos às atividades cênicas e alguns materiais que fazem referências ao teatro nacional e internacional também compõem o conjunto. “O acervo permite não só o resgate da trajetória do Teatro da Barra como também vislumbramos a história do teatro capixaba”, avalia Malverdes.

O projeto de digitalização teve coordenação geral do presidente do Museu Vivo da Barra do Jucu, Sebastião Rodrigues. Segundo ele, a digitalização dos itens proporciona mais visibilidade ao acervo histórico do Teatro da Barra: “Além disso, preserva os documentos originais, evitando o seu manuseio”.

Histórico

Criado em 1974 pelo diretor Paulo DePaula, enquanto esteve à frente da coordenação do Núcleo de Artes da Ufes, a Companhia Teatral Teatro da Barra/ES valoriza as expressões populares, contando histórias e lendas da Capitania do Espírito Santo por meio de textos e apresentando a formação da sociedade capixaba a partir da narrativa das histórias, dos governantes, do povo e, principalmente, do Padre José de Anchieta.

O Teatro desenvolvido por Paulo DePaula levou pela primeira vez ao palco do Teatro Castro Alves, em Salvador, a Banda de Congo da Barra do Jucu, apresentando os mestres Honório e Alcides e as raízes da maior expressão cultural barrense, capixaba e brasileira.

O Teatro da Barra desenvolve, há 41 anos, oficinas de iniciação e capacitação das artes cênicas e cinematográficas, produção literária e consultoria pedagógica, resgate e manutenção da memória cultural local e atividades festivas que pontuam eventos de agregação e interação comunitária.

O projeto de digitalização do acervo do Teatro da Barra foi desenvolvido com recursos do Governo do Estado, por meio do Fundo estadual de Cultura (Funcultura), gerido pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult). O Museu Vivo da Barra do Jucu, a Associação de Arquivistas do Espírito Santo, o Laboratório de Sistemas de Informação Digital da Ufes e o Departamento de Arquivologia são apoiadores da ação.

Adriana Damasceno (SUPECC/UFES), com informações da coordenação do projeto

domingo, 24 de julho de 2016

Exposição projeto Clic@ar Itapina na UFES

Exposição traz à cena as memórias fotográficas de Itapina

O resultado do trabalho realizado pelo projeto “clic@r Itapina” - que promoveu uma oficina de educação patrimonial junto aos moradores do Sítio Histórico de Itapina, em Colatina - poderá ser visto na exposição itinerante “Uma Canoa chamada Lembrança”, que será lançada nesta segunda-feira (25), às 9 horas, na Biblioteca Central da UFES, campus de Goiabeiras.

A atividade é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa Archivum, com a coordenação dos arquivistas André Malverdes e Anderson Gomes Barbosa e conta com o apoio do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (APEES) e recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura). O intuito foi produzir e identificar fotografias nos acervos particulares para compor e preservar a memória local.


Uma canoa chamada Lembrança

O resgate e a análise da imagem visual permitem rememorar pessoas e momentos. A fotografia que dá nome à exposição, por exemplo, mostra uma moça, Adélia, apoiada em uma canoa de nome “Lembrança”, com um menino ao fundo, chamado Jaime. Momento simbólico do cotidiano, escolhido por representar a atuação das imagens na vida humana, que é trazer à cena o passado e as suas significações. A ação em Itapina, que também envolveu palestras, cursos teóricos e aulas práticas, visou a contribuir para a divulgação dessas recordações na comunidade e também nos espaços virtuais, fortalecendo a identidade patrimonial, natural e cultural.   

Projeto colaborativo

Quem possuir documentos e imagens que permitam contar a história de Itapina pode atuar como colaborador do projeto, por meio da cessão dos originais ou de cópias digitalizadas.  Para informações e orientações sobre propostas de doação, deve entrar em contato no e-mail andufes@yahoo.com.br ou no telefone (27) 99700 2933.     

Mais informações:



sábado, 10 de janeiro de 2015

Projeto Imaginando Viana


Imaginando é uma metodologia de ensino desenvolvida na Universidad Complutense de Madrid (UCM), em 2011, e aperfeiçoada no Brasil, no âmbito do Grupo de Pesquisa Acervos Fotográficos, em disciplinas da pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade de Brasília (UnB), ligadas ao Grupo de Pesquisa Acervos Fotográficos (GPAF)-CNPq.

Imaginando Viana se apresenta como um canal para facilitar o desenvolvimento e a difusão do conhecimento histórico e cultural do município de Viana. O projeto consistirá em oficina teórica e com ações ligadas ao patrimônio histórico e cultural que redundarão em material para a construção de uma exposição que ficará em local público na sede do município. O projeto será realizado pelo grupo de pesquisa Cine Memória-CNPq, com recursos do Edital 32 do Fundo de Cultura do Espírito Santo-Funcultura, Seleção de Projetos de Valorização da Diversidade Cultural Capixaba, e conta com apoio do Departamento de Arquivologia da Ufes, Prefeitura Municipal de Viana, Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, Associação dos Arquivistas do Estado do Espírito Santo e Grupo de Pesquisa Acervos Fotográficos.

Esta metodologia pode ser usada em qualquer área do conhecimento e é composta basicamente por cinco etapas: discussão teórica com os alunos, embasada em bibliografia especializada, para atingir um nível comum de compreensão conceitual de termos específicos; produção de imagens inéditas - e/ou reaproveitamento de imagens anteriores feitas pelos próprios participantes -, representativas de tais ideias e/ou conceitos; consolidação dos conceitos mediante discussão das imagens realizadas por todos (alunos e professor) em sala de aula; ajustes nas imagens ou produção de novas em função de tal debate; elaboração de ficha descritiva e texto explicativo sobre cada imagem final, com vistas à documentação, criando um banco de imagens de uso não-comercial.

A oficina pretende proporcionar a formação de multiplicadores com as seguintes habilidades e competências: conhecimento da fotografia e o ensino da mesma no processo de aprendizagem;  ampliação da participação e interação dos alunos em sala de aula; assimilação de conteúdos e o uso das novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem. Ao final haverá a criação de um banco de imagens constituído com as fotografias identificadas por meio de conceitos e descritores, no qual criaremos um recurso de trabalho para a comunidade de Viana (professores, alunos e profissionais da informação). Este conteúdo ficará aberto para consulta pública como forma de estimular a difusão e a produção de novas reflexões sobre o patrimônio histórico cultural do município. Por fim, ocorrerá a elaboração de uma exposição com imagens produzidas na oficina que irá ampliar a difusão do trabalho de educação patrimonial na comunidade, a reflexão sobre a diversidade cultural,  bem como a difusão de seu patrimônio cultural.

Informações e inscrição em: http://imaginandoviana.blogspot.com.br/